Além das Paredes do Escritório – Capítulo 1: Desejos Ocultos nas Escadas do Prédio


Renato e Lúcia eram amigos desde a primeira semana no escritório. Eles compartilhavam um sorriso secreto toda vez que seus olhos se encontravam na sala lotada. Era um sorriso que falava de conversas noturnas e de um vínculo que ficava mais forte a cada piada compartilhada, cada olhar roubado e cada segredo sussurrado.

Em um dia particularmente agitado, o escritório estava em chamas com a energia dos prazos e o murmúrio de vozes tensas. Renato, sentindo o peso de sua carga de trabalho, ergueu os olhos da tela do computador e encontrou o olhar de Lúcia nele. Ela parecia tão cansada quanto ele, seus olhos escuros sugerindo um fardo compartilhado. Ele deu a ela um pequeno sorriso reconfortante, que ela retribuiu com um olhar que enviou uma descarga elétrica através dele.

Sem uma palavra, ambos sabiam o que aconteceria a seguir. Eles esperaram pelo momento perfeito, seus corações disparados em sincronia com o tique-taque do relógio. Quando o andar ficou mais silencioso, Renato empurrou a cadeira para trás casualmente e se levantou, esticando os braços em um fingimento de fadiga. Lúcia imitou suas ações, seus olhos nunca se afastando. Eles seguiram para as escadas, o único lugar onde podiam encontrar um semblante de privacidade em meio ao labirinto do escritório.

A escada estava mal iluminada, um contraste gritante com os cubículos bem iluminados que eles tinham acabado de deixar para trás. O cheiro de café velho e produtos de limpeza era fraco, dominado pelo aroma inebriante de sua atração mútua. Renato estendeu a mão e gentilmente pegou a mão de Lúcia, puxando-a para mais perto até que seus corpos se encontraram. O toque foi elétrico, enviando arrepios pela espinha dela e acelerando seu pulso. Seus olhos procuraram um no outro por qualquer sinal de dúvida, mas encontraram apenas desejo e necessidade.

Seus lábios se encontraram com uma fome que vinha crescendo há meses, a suavidade de seus beijos ficando mais urgente a cada segundo que passava. A mão de Lúcia deslizou pelo peito dele, as pontas dos dedos traçando a linha de sua clavícula, e Renato podia sentir o corpo dela se pressionando mais perto, sua respiração ficando mais superficial. Eles se separaram por um momento, ofegantes, seus olhos se fixando em um acordo silencioso. Ambos sabiam que não podiam mais resistir à atração.

A mão de Renato encontrou a parte inferior das costas de Lúcia, guiando-a escada acima até um patamar raramente usado. Foi ali, na santidade silenciosa da escada, que eles deixaram suas paixões tomarem conta. Eles se beijaram novamente, mais profundamente dessa vez, explorando a boca um do outro com um fervor que vinha crescendo desde o momento em que se viram pela primeira vez. As mãos dele deslizaram até os quadris dela, levantando-a sobre o corrimão frio de metal. Ela envolveu as pernas em volta da cintura dele, puxando-o para mais perto enquanto seus beijos ficavam mais exigentes.

O tecido áspero da camisa de trabalho dele roçava nas coxas nuas dela enquanto ela deslizava as mãos por baixo, sentindo o calor da pele dele. Lúcia podia sentir a dureza da necessidade dele pressionando contra ela, e sabia que o queria tanto quanto. O som de suas respirações e o rangido ocasional das escadas sob seu peso ecoavam na escada, aumentando sua excitação. Eles não ousavam falar, com medo de que qualquer barulho quebrasse o feitiço que havia sido lançado sobre eles.

As mãos de Renato subiram até o rosto dela, segurando-o gentilmente enquanto ele aprofundava o beijo. Seu polegar traçou a linha de sua mandíbula, enviando um rastro de fogo ao longo de sua pele. Lúcia gemeu suavemente, seu corpo respondendo ao toque dele. Ela podia sentir seu próprio desejo crescendo, um calor se acumulando em seu núcleo que ela não sentia há muito tempo. Eles estavam perdidos um no outro, o mundo exterior esquecido enquanto cediam à atração magnética que crescia entre eles.

As mãos dela se moveram para os botões da camisa dele, um por um, desfazendo-os com dedos trêmulos. Ela sentiu o calor do corpo dele enquanto empurrava o tecido para o lado, as palmas das mãos espalmadas contra o peito dele. A pele dele era quente e firme, e ela não conseguiu resistir à vontade de explorar mais. Renato se afastou o suficiente para permitir que ela removesse a barreira entre eles, seus olhos nunca deixando os dela. Ele estava tão perdido no momento quanto ela, e o pensamento só a deixou mais ansiosa.

O metal frio do corrimão mordeu sua pele, mas Lúcia mal percebeu. Sua mente era um turbilhão de sensações, cada toque das mãos de Renato enviando um arrepio de prazer através dela. A boca dele se moveu dos lábios dela para o pescoço, beijando e mordiscando a pele sensível ali. Ela inclinou a cabeça para trás, dando a ele melhor acesso, e sentiu a língua dele traçar a linha de sua clavícula. Um gemido suave escapou dela, e ela apertou seu aperto em seus ombros.

Sua saia subiu, expondo-a ao ar frio, mas foi o calor de suas mãos que ela sentiu mais intensamente. Elas deslizaram por suas coxas, afastando o tecido de sua calcinha, e a encontraram molhada e pronta para ele. A respiração de Renato engatou quando ele a tocou, e ela o sentiu ficar mais duro contra ela. O pensamento de ser tão aberta e vulnerável em um lugar tão público era emocionante, uma deliciosa mistura de medo e desejo.

Com um movimento rápido, ele levantou a blusa dela sobre sua cabeça, revelando seu sutiã rendado. Os olhos dele percorreram-na, e ela sentiu uma onda de poder ao saber que tinha tanto efeito sobre ele. Lúcia estendeu a mão para trás, desabotoando o fecho, deixando seus seios caírem em suas mãos ansiosas. Ele os segurou, seus polegares provocando seus mamilos eretos, e ela não conseguiu evitar arquear-se em seu toque. A sensação era requintada, um prazer agudo que fez seus dedos dos pés se curvarem.

Os dois estavam respirando pesadamente agora, o som ricocheteando nas paredes de concreto da escada. Renato a beijou novamente, sua boca se movendo para baixo em direção ao peito dela, pegando um mamilo em sua boca. Ele chupou e lambeu, arrancando suspiros dela, enquanto suas mãos trabalhavam no zíper de sua saia. Ela sentiu o zíper deslizar para baixo, acumulando-se em torno de seus tornozelos, deixando-a apenas com sua calcinha.

Ele deu um passo para trás, observando-a, seu cabelo uma bagunça selvagem e suas bochechas coradas. Lúcia se sentiu exposta, mas também incrivelmente desejável. Os olhos de Renato estavam escuros de luxúria, sua própria respiração irregular. Ele rapidamente tirou sua camisa, jogando-a de lado, e desabotoou seu cinto. Suas calças seguiram, revelando sua excitação se esforçando contra sua cueca.

Sem uma palavra, Lúcia estendeu a mão e o tocou, sua mão envolvendo seu pênis. Ele sibilou entre os dentes cerrados, seus olhos se fechando brevemente antes de voltar para os dela. As mãos de Renato retornaram aos quadris dela, levantando-a sem esforço até que ela estivesse montada nele, suas pernas apertadas em volta de sua cintura. A pressão era quase demais, o atrito entre eles construindo uma dor insuportável que implorava por alívio.

Seus olhos se encontraram, a intensidade do momento palpável. Então, com um rosnado de necessidade, ele a levantou ligeiramente e ela o ajudou a se guiar para dentro dela. A sensação dele preenchendo-a era avassaladora, e ela mordeu o lábio para abafar um grito de prazer. Lentamente, oh, tão lentamente, eles começaram a se mover juntos, seus corpos se encaixando como peças de quebra-cabeça que finalmente encontraram seu par.

As mãos de Renato agarraram seus quadris, guiando seus movimentos, e Lúcia envolveu seus braços em volta do pescoço dele, suas unhas cravando em sua pele. A escada girava ao redor deles, o mundo exterior era uma memória distante enquanto eles se perdiam no ritmo de seu ato sexual. Cada estocada a levava para mais perto da borda, o metal frio do corrimão um contraste gritante com o calor crescendo dentro dela.

Seus corpos se moviam em uma sinfonia silenciosa de paixão, cada movimento falando mais alto do que qualquer palavra. A boca de Renato encontrou a dela novamente, engolindo seus suspiros e gemidos conforme eles ficavam mais altos. O gosto um do outro era inebriante, uma mistura inebriante de desejo e necessidade que ameaçava consumir os dois. Lúcia podia sentir seu orgasmo crescendo, uma espiral apertada em sua barriga que ficava mais apertada a cada estocada.

Suas pernas tremiam com o esforço de se segurar, mas ela não queria soltar. A sensação dele dentro dela era muito intensa, muito perfeita. As mãos de Renato subiram para seus seios, brincando com seus mamilos enquanto se beijavam, a sensação enviando ondas de choque de prazer através dela. Ela balançou os quadris contra ele, buscando desesperadamente mais fricção, mais sensação.

Ele sabia exatamente o que ela precisava, seu próprio prazer crescendo a cada movimento. Seus polegares circulavam seus picos endurecidos, seus dentes mordiscando seu lábio inferior enquanto ele a sentia se aproximando. As unhas de Lúcia cravaram-se mais fundo em seus ombros, sua respiração vinha em ofegos curtos e agudos. Os músculos em seus braços flexionaram enquanto ele a segurava, cada estocada a empurrando para mais perto da borda.

De repente, o som de uma porta se abrindo em algum lugar acima deles sacudiu o ar como um tiro. Eles congelaram por um momento, corações batendo forte em seus ouvidos, mas os passos desapareceram, a ameaça de descoberta se dissipou. Eles trocaram um olhar que era meio pânico, meio diversão, e então retomaram seu ritmo febril, movidos pela emoção de seu encontro arriscado.

O ritmo de Renato ficou mais urgente, seus quadris empurrando mais rápido, mais forte, enquanto as pernas de Lúcia se apertavam ao redor dele. Ela jogou a cabeça para trás, seu cabelo caindo em cascata pelas costas, expondo seu pescoço aos seus beijos famintos. A frieza do corrimão contra sua pele era um forte contraste com o fogo queimando em suas veias. Ela sentiu as mãos dele apertarem seus quadris, seus movimentos ficando mais erráticos, e sabia que ele estava perto da borda também.

A tensão entre eles era palpável, uma força viva que preenchia o pequeno espaço. A respiração de Lúcia ficava mais irregular, seu peito arfava a cada expiração. Os olhos de Renato penetravam os dela, a paixão em seu olhar era inconfundível. Ele sussurrou seu nome, o som quase inaudível, mas enviou um raio direto para seu âmago. Ela estava tão perto, a sensação de seu orgasmo iminente como uma onda quebrando contra a costa.

Seus beijos ficavam mais desleixados, mais desesperados, conforme se aproximavam do clímax. Lúcia podia sentir o calor se espalhando por ela, enrolando-se cada vez mais forte, pronta para se libertar. A mão de Renato deslizou para onde eles estavam unidos, seu polegar pressionando contra seu clitóris em um movimento constante e rítmico que a fez se debater contra ele. O atrito adicional era demais, e ela se despedaçou, seu corpo convulsionando de prazer enquanto ela gozava com um grito silencioso.

As ondas de êxtase a inundaram, e ela se agarrou a ele, suas unhas cravando em suas costas. Renato gemeu em sua boca, sua própria liberação seguindo logo atrás, quente e intensa. Eles se seguraram enquanto suas respirações diminuíam, seus corações retornando a um ritmo mais administrável. O mundo ao redor deles parecia nebuloso, a realidade de sua situação se instalando enquanto a euforia de sua paixão começava a passar.

Eles trocaram um olhar de descrença, suas bochechas coradas e seus corpos ainda tremendo pela intensidade de seu encontro. Uma risadinha suave escapou dos lábios de Lúcia, e Renato não pôde deixar de sorrir, sua risada ecoando na escada. Eles tinham conseguido – eles tinham dado aquele salto de fé, e tinha sido mais incrível do que qualquer um deles poderia ter imaginado.

Lentamente, eles se ajudaram a ajeitar as roupas, o ar frio da escada era um lembrete gritante do ambiente. Lúcia não conseguiu evitar olhares furtivos para Renato enquanto se vestiam, a visão de seu corpo tonificado gravada em sua mente. Ela alisou a saia, sentindo o tecido grudar em sua pele, e a lembrança das mãos dele sobre ela a fez corar novamente.

Renato enfiou a camisa para dentro, seus olhos nunca deixando os dela. Havia um olhar de admiração e satisfação neles que ela não tinha visto antes, e ela sabia que isso se refletia em seu próprio olhar. Ambos sabiam que sua amizade tinha acabado de dar uma guinada muito significativa, e era ao mesmo tempo aterrorizante e estimulante.

Eles se encostaram na parede, recuperando o fôlego, o concreto frio um contraste gritante com o calor que ainda permanecia entre eles. O silêncio se estendeu, preenchido apenas com os sons distantes do escritório e seus próprios corações acelerados. Finalmente, Lúcia falou, sua voz baixa e rouca.

“Não acredito que fizemos isso”, ela murmurou, uma mistura de espanto e travessura em seu tom.

Renato riu baixinho, seus olhos brilhando com a mesma emoção. “Nem eu”, ele admitiu, afastando uma mecha solta de cabelo do rosto dela. “Mas não estou reclamando.”

As bochechas de Lúcia ficaram ainda mais rosadas, e ela mordeu o lábio inferior, tentando se recompor. “Não podemos deixar ninguém saber”, ela sussurrou, uma pitada de pânico surgindo em sua voz.

Renato assentiu solenemente, seus olhos ainda escuros de desejo. “Claro”, ele assegurou a ela, sua voz um estrondo baixo. “Este é o nosso segredo.”

Eles compartilharam um último e demorado beijo antes de voltarem para suas mesas, seus movimentos cuidadosos e deliberados. O escritório estava como eles o deixaram, uma colmeia movimentada de atividade, mas o ar parecia carregado com o segredo que agora os prendia. Eles se sentaram em suas mesas, tentando parecer indiferentes, mas cada olhar que eles trocavam era preenchido com a memória do que tinha acabado de acontecer.

Mas o que nenhum deles sabia era que os passos que ouviram quando estavam se beijando não tinham realmente desaparecido. Priscila, outra colega de trabalho, ao ouvir o som dos amantes, se escondeu nas sombras da escada. Com a curiosidade aguçada, ela se esgueirou para um canto de onde podia observar tudo o que acontecia nas escadas. Seus olhos se arregalaram em choque ao reconhecer Renato e Lúcia, mas ela não conseguia desviar o olhar.

Priscila era conhecida por sua língua afiada e amor por fofocas de escritório. Seu coração disparou enquanto ela observava a cena diante dela. Ela sempre teve uma queda por Renato, mas nunca tinha visto esse lado dele antes. O jeito como ele tocava Lúcia, o jeito como eles se moviam juntos — era como assistir a uma fantasia secreta se desenrolar. Ela sentiu uma estranha mistura de ciúmes e excitação, seus próprios desejos se agitando no escuro.

Decidindo aproveitar a situação, Priscila silenciosamente recuou para sua mesa, sua mente correndo com as implicações do que ela tinha acabado de testemunhar. Ela sabia que essa informação suculenta seria o assunto do escritório por semanas, se não fosse tratada com cuidado. Seus olhos brilharam com uma faísca travessa enquanto ela pensava nas maneiras como ela poderia usar isso a seu favor.


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